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Contraste de Cores

25 Maio

É essencial para o estudo de cores, conhecer o diferentes tipos de contrastes que existem. É o contraste que diferencia uma coisa da outra. Em “Ensaio sobre a cegueira” , José Saramago descreve a angústia das pessoas que subitamente passam a enxergar apenas um enorme branco. A primeira personagem a sofrer dessa doença a princípio não se considera cega, pois, afinal, cegueira é sinônimo de escuridão. Mas logo se dá conta de que nada serve enxergar apenas um tom, sem se diferenciar as formas, as luzes, as sombras etc. Logo, assumem que essa ausência de contraste é ,sim, um tipo de cegueira.

O efeito de contraste é recíproco, já que afeta às duas cores que intervêm. Todas as cores de uma composição sofrem a influência das cores com as que entram em contato.

Existem diferentes tipos de contrastes:

1Contraste de saturação: É a justaposição entre matizes totalmente saturados. Basicamente, é o que nos faz distinguir e reconhecer cada tom individualmente. O contraste entre as cores primárias é tão forte quanto entre o preto e o branco. Quando as cores são separadas por uma faixa branca ou preta, o efeito é acentuado. O contraste pode se dar entre cores puras ou então pela confrontação destes com outros não puros. As cores puras perdem luminosidade quando se adiciona preto, e variam sua saturação mediante a adição do branco, modificando os atributos de calor e frieza.

Na esfera das cores, o núcleo é cinza e suas extremidades estão o branco e o preto.

Como exemplos de artistas que utilizam as cores como contraste de saturação podemos citar Piet Mondrian (foi um pintor Holandês e modernista. Participou do movimento artístico Neoplaticismo que refere-se ao movimento artístico de vanguarda, relacionado a arte abstrata. O Neoplasticismo defendia uma total limpeza espacial para a pintura, reduzindo-a a seus elementos mais puros e buscando suas características mais próprias), Wassly Kandinsky (artista russo e introdutor da abstração no campo das artes visuais) e Henri Matisse (foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar fluida e original).

2 – Contraste de Luminosidade ou Contraste Claro-Escuro: Se produz ao confrontar uma cor clara ou saturada com branco e uma cor escura ou saturada de preto. É uma relação de diferentes luminosidades. O auge desse tipo de contraste é entre o preto e o branco. O azul e o amarelo também exemplificam bem esse tipo de contraste.

Uma obra que distingue bem esse tipo de contraste é as de Giovanni Baglione (foi um pintor do Barroco e historiador de arte Italiana).

3 – Contraste de Temperatura: Combinação entre os tons quentes e frios do círculo cromático. Neste tipo de contraste, intensificam-se as sensações térmicas motivadas pela justaposição de opostos. O que é frio parece mais frio; o que é quente parece mais quente. Quando duas cores quentes se sobrepõem, esfriam-se mutuamente.

Exemplo: Paul Cézanne (foi um pintor pós impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Ele foi a raiz do Cubismo, que é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914 nas artes plásticas. O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas).

4 – Contraste de Complementares: Dá-se pelo confronto de duas cores opostas no círculo cromático. Duas cores complementares são as que oferecem juntas melhores possibilidades de contraste, embora resultem muito violentas visualmente combinar duas cores complementares intensas. Para conseguir uma harmonia convém que um deles seja a sua cor pura, e a outra esteja modulado com branco ou preto. Alguns pares de contraste apresentam algumas particularidades.

Como exemplo desse tipo de contrate está Jean Van Eyek (foi um pintor flamengo e fundador de um estilo pictórico do estilo gótico tardio, influenciando muito o Renascimento nórdico. Também foi um pintor igualmente caracterizado pelo naturalismo, imperando na sua obra meticulosos pormenores e vivas cores, além de uma extrema precisão nas texturas e na busca por novos sistemas de representação da tridimensionalidade, ou seja, a perspectiva).

5 – Contrate Simultâneo: É um processo fisiológico e está diretamente relacionado ao contraste de complementares. É o fenômeno segundo o qual nosso olho, para uma cor dada, exige simultaneamente a cor complementar, e senão der, ele mesmo a produz.

6 – Contraste Sucessivo:Também relacionado ao contraste de complementares e ao contraste simultâneo, é o fenômeno que ocorre quando o olho, após ser sensibilizado durante certo tempo por uma cor, produz sua complementar sobre uma superfície branca.

7 – Contraste de Quantidade ou Contraste de Extensão: Qualidade de cor é o termo usado para definir seu grau de pureza, portanto, esse é o contraste relacionado ao uso de cores mais ou menos saturadas. É a relação entre a extensão e a luminosidade de uma cor, alterando, com isso, sua força na composição. Para que elas possam ficar equilibradas dentro de uma determinada ordem, é necessário que elas se compensem mutuamente.

 
1 Comentário

Publicado por em 25/05/2011 em Estudo da Cor

 

One response to “Contraste de Cores

  1. Ju Alves

    29/08/2011 at 3:34 PM

    Por que vc parou de postar??? seus posts são interessantes (me ajudam na faculdade)

    Espero q volte e poste tbm mais coisas da sua faculdade!

    Obrigadaa

     

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